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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mais de 100 equipes disputam Rodeio Crioulo Interestadual

Evento trouxe milhares de pessoas ao Centro Municipal de Eventos

Aproximadamente 600 laçadores de mais de 100 equipes das 17 regiões tradicionalistas do Paraná e ainda de Santa Catarina e São Paulo montaram em cavalos neste final de semana em busca da premiação ofertada pelo XI Rodeio Crioulo Interestadual de Tibagi. O evento iniciou na quinta-feira (3) e seguiu até domingo (6) no Centro Municipal de Eventos, o Horto Florestal, com a participação de pelo menos seis mil pessoas nas várias atrações. Promovido pelo Centro de Tradicionalismo Gaúcho Santo Amaro, com apoio da Prefeitura, o Rodeio foi recorde de público segundo o patrão do CTG José Urias Bueno de Camargo. “Apesar da chuva de sexta-feira, o tempo colaborou no final de semana e foi muito prestigiado pelos que cultivam o tradicionalismo sulista”, avalia. Urias destaca o trabalho dos sócios do CTG Santo Amaro, o empenho da Polícia Militar e o apoio da Prefeitura. “Felizmente tudo correu como o esperado e tivemos uma festa muito bonita”, assinala. A movimentação da economia local por conta da presença das equipes de outras cidades é um dos benefícios do evento, conforme o prefeito Sinval Silva. “Tibagi está recebendo muitos turistas que vieram para participar do rodeio e também acabam conhecendo outros pontos turísticos da cidade”, disse, enfatizando que o evento tem um diferencial: “você vê o pai, a mãe, o avô, o neto, o filho. É um movimento muito bonito e que integra a família como um todo”. O Rodeio de Tibagi vem se firmando como dos mais importantes do Paraná e do Sul do país. Airton Vacariano, coordenador da 2a Regional Tradicionalista do Movimento Tradicionalista Gaúcho no Paraná, confirma a importância da promoção. “Até porque o evento já foi sediado na Rota dos Tropeiros e há muito tempo as cidades vêm trabalhando em cima disso”, reforça.

Rodeio é bom porque...

Sandro Teixeira, do CTG Herdeiros dos Pampas, veio de Carambeí para aproveitar a reunião dos tradicionalistas. “Porque eu gosto da tradição e porque estamos aqui entre amigos e estar assim é muito bom”, justificou. Para ele, o Rodeio de Tibagi é especial. “Na minha opinião, acho que é o melhor da região, porque aqui o parque é muito bom, a estrutura é excelente”. Luis Fernando Rogovski, também de Carambeí, estava no mesmo acampamento para representar o CTG nas equipes de laço. “Peguei uma paixão pelo laço e gosto da festa porque reúne os amigos”, afirmou. Já o adolescente Gustavo Vinicius Bueno concorre na categoria Guri e mesmo sem premiação, persiste em competir. “O que vale é participar”, enfatiza. “A gente relembra o passado”, sublinha. “É uma diversão para a gente né”, diz o laçador Italo Taylor Pinheiro, do CTG Estância de Ventania. Já Valéria Satsatowitch veio junto para desempenhar o papel de mãe no Rodeio. “Cuidar da alimentação, do sono para na hora de laçar ele estar bem tranquilo, descansado”, define suas funções, lembrando que ainda tem trabalho na torcida. O domador de cavalos Rogério da Silva Nogueira nasceu no Rio Grande do Sul, mora no interior de Castro e sente-se em casa com a cultura tradicionalista. “A gente vem se divertir e fazer uma coisa que a gente se criou fazendo”, conta. “Vem para laçar, competir e vem pela nossa amizade, companheirismo. Cada rodeio que a gente vai é uma nova amizade”, descreve. Para quem veio da origem das tradições, a festa paranaense não deixa a desejar. “Fiquei muito surpreso. Notei que mesmo tão longe de lá é uma coisa muito boa, até melhor. O gaiteiro Luiz Francisco de Geus, do CTG anfitrião Santo Amaro de Tibagi, resumiu seu gosto pela festa numa frase: “Rodeio para mim é tudo, é lazer, é diversão, é amor”. Na sua opinião, a cultura sulista afasta a juventude da criminalidade e das drogas “porque é uma tradição que cultua a união da família”. José Silvano dos Santos é de Pernambuco, mas mora em Nova Londrina, Norte do Paraná, e veio a Tibagi representar o CTG Três Fronteiras. Mesmo tendo de viajar mais de 400 quilômetros, o reencontro com os patrões locais foi cheio de disposição. “Aqui se faz uma amizade que jamais se esquece”, afirmou. O nordestino mais gaúcho do evento gosta de ser chamado de 'Zé Cebo' e não contem o entusiasmo. Ele deixou um recado aos companheiros de Tibagi: “quero convidar vocês que em 15 de março do ano que vem visitem nós no nosso rodeio”.

Provas

O rodeio teve várias provas na Invernada Campeira, iniciando pela Vaca Gorda com laço trio, provas de laço para quintetos, laço vaquinha parada pai e filho, prova de rédea e prova do chasque. “A maior premiação foi para o quinteto do CTG Cupim, de Imbituva, que ficou com a moto zero quilômetro. Outras 21 categorias foram premiadas somando cerca de R$ 5 mil mais troféus”, conta Juliana Alberti, uma das organizadoras.

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